Liminal Order, meus processos na criação de um hack pra mestrar Ordem no meu estilo

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 Eu gosto muito de Liminal horror, é um sistema NSR (New School Revolution, é tipo a OSR mas sem querer repetir o antigo mas no lugar pegar o estilo de jogo e aplicar no estilo mais novo de rpg) de terror relativamente genérico que foi feito com base em Cairn que é outro NSR sobre exploração em áreas de floresta e essa origem faz com que suplementos feito pra um encaixe com certa facilidade pro outro.

 E pensando nessa compatibilidade eu fiz um hack pra mestrar o mundo de Ordem Paranormal, eu não sou fan de quase nada de ordem, seja o sistema ou mesmo o cenário, mas tenho amigos que são muito fans e me pedem bastante porque eu sou "ah narradora experiente" então por causa do meu coração eu tentei pensar algo que permitisse eu mestrar ordem sem ser um sofrimento pra mim. Porque devo dizer que depois de anos de mestrar a quinta edição de d&d porque tinha bastante players mas sendo uma bosta pra mim, eu não consigo mais mestrar algo que não não seja divertido pra mim também.

Então peguei Liminal Horror e combinei com um Suplemento/Sistema muito legal pra Cairn chamado Block, Dodge, Parry (BDP) pra adicionar um combate mais "tático" pra entreter os jogadores que gostam do aspecto de combate de Ordem, a primeira vez foi algo bem cluncky porque eu só joguei os dois juntos e isso gerou algumas interações estranhas, principalmente porque BDP foi feito pra combates de fantasia medieval aonde você tem 4 goblins com armas diferentes e só importar isso direto pra um rpg de terror vai ter um conflito de temáticas (e temáticas são representadas por suas regras), então eu comecei a fazer algumas mudanças.

A que eu mais gostei de fazer, nem foi pra junção do hack em si, mas sim pro cenário de ordem quando eu mestrava e era que os monstros não tem elementos até que você atribua um elemento, porque se o medo é incompreensível mas você tem 4 categorias muito bem definidas de medo, ele não é incompreensível. Então eu fiz que os monstros não tenham elemento apesar de eles existirem no sistema (Sangue virou violência, morte virou ruína, conhecimento virou erudição e energia virou caos mas é um caso especial) , mas nos humanos usamos categorias como uma arma contra o medo, ao explicarmos os monstros com elementos de certa forma "estabilizamos" sua forma em algo que conseguimos entender e principalmente derrotar.

A regra é baseada na regra de Tempo, Habilidade e Ferramentas do BDP e então dei o nome de "Rastro, Aparição e Origem" e ela funciona assim:

Durante a investigação as personagens podem tentar atribuir uma afinidade a Criatura, é uma interpretação pessoal das investigadoras mas precisam ser baseadas na realidade da situação para evitar a incerteza.

Rastros são o tipo de pista mais comum de serem encontradas primeiro, podem ser qualquer coisa que a criatura deixe pra trás em seu caminho, exemplos comuns são vitimas e marcas.
"O corpo da vitima estar totalmente estraçalhado mostra um aspecto animalesco no ataque ligando a criatura a ao elemento violência" "O local aonde a criatura estava se desgastou como se eras tivessem se passado, acredito que seja uma criatura ligada ao ruína" "As vitimas da criatura estão todas organizadas de forma metódica, quase como se fosse um ritual, eu temo que estamos lidando com algo ligado ao elemento erudição"

Aparição são um rastro que só podem acontecer quando a criatura aparece, sua aparência, habilidades ou comportamento são todos validos como pistas.
"Aquela criatura se movia de uma forma que só consigo descrever como um moedor de carne com pernas, se aquilo não for ligado a violência eu não sei com o que é" "O toque gelado daquele fantasma parecia que ia tirar a minha alma do corpo, eu digo ruína com certeza" "Gente, eu preciso dizer que aquilo é de erudição? Literalmente tinha uma boca na barriga daquilo falando latim"

Origem tente ser o ultimo descoberto, é o como a criatura veio a esse mundo e pode ser invocado por mãos humanas ou uma criação puramente sobrenatural.
"A criatura surgiu pelo medo da antiga lenda do açougueiro do píer vermelho, acredito que isso esteja ligado a violência" "Essa maldição atinge todos dessa família porque a muito tempo atrás quando eram nobres deixaram seu povo sofrer com a praga enquanto festejavam, isso é a ruína da família" "Aquele que invocou essa criatura precisava dela pois é uma peça pra um ritual maior, claramente é coisa de erudição"

A interpretação deve vir das investigadoras mas a arbitragem se é valido vem da narradora, e caso elas tenham 0 ou apenas uma pista não é possível definir um elemento.

Com 2 já é possível mas a sombra da incerteza ainda assombra o caso, deixe quem disse o elemento rodar uma moeda, se a face for a previamente escolhida a criatura se vincula com o elemento mas caso o contrario a incerteza vence.

Com 3 pistas não é necessário nenhum teste ou coisa do tipo para definir o elemento.

Mas o que acontece caso as investigadoras não consigam pistas ou falhem no teste em caso de incerteza? O caos toma o lugar, o elemento "coringa" que em caso de falha muitas investigadoras usam de salva vida, mas se livrar de uma criatura ligada ao caos é muito mais complexo que com os outros elementos.

E definir os elementos serve pra obter a forma de se livrar da criatura, violência se vence tirando a forma de continuar (seja selando a criatura ou até mesmo matando todos em sua lista de vitimas), ruína se vence a ligando com sua origem (seja revertendo o que a fez ou algo ligado diretamente como usar os ossos daquele a invocou) e Erudição se vence se livrando do conhecimento ligado ao medo (inutilizando o conhecimento ou o apagando de forma paranormal ou física). Caos é mais complicado, pois é necessário a intervenção de outro elemento, seja por artefatos, outras criaturas etc.

Tem mais mudanças no hack como eu ter colocado o inventario de Mausritter e as mudanças dos fallouts, mas por enquanto tudo está na fase de teste aonde pode ser retirado dependendo do feedback então acredito que é um papo pra depois.

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